Italian Genius Now Brasil

Com curadoria de Marco Bazzini, recorte que testemunha 60 anos de produção da arte e do design italiano é uma iniciativa da Unisinos e do Santander Cultural em parceria com o Centro de Arte Contemporânea Luigi Pecci (Prato, Itália) e patrocínio do Santander, Unisinos, MaxHaus, Brinna, Melissa.

De 6 de junho a 12 de agosto de 2012, 49 artistas e designers italianos apresentam aproximadamente 90 obras no grande hall e galerias da unidade de cultura do Santander na capital gaúcha.ALESSANDRO MENDINI - Poltrona Proust - 1978

Com a iniciativa, o Santander Cultural e a Unisinos promovem a reflexão sobre a produção da arte e do design Italiano e estimulam o setor e a economia criativa na região Sul do Brasil.

 

A Unisinos e o Santander Cultural, com patrocínio do Santander, Unisinos, MaxHaus, Brinna e Melissa trazem ao Brasil a exposição Italian Genius Now Brasil, um expressivo panorama com cerca de 90 obras de 49 designers e artistas que traduzem a produção da arte e do design italiano nas últimas seis décadas. Com curadoria de Marco Bazzini Diretor Artístico do Centro de Arte Contemporânea Luigi Pecci, a mostra fica em cartaz no Santander Cultural Porto Alegre de 6/6 a 12/8 com objetos de alto valor estético, ricos em funcionalidade e modernidade, documentos, fotografias e materiais editoriais.

O projeto entra nas celebrações do momento Itália-Brasil, como atividade que possa contribuir para a divulgação de um diálogo entre Brasil e Itália iniciado há quase 150 anos.

O recorte que marca a edição gaúcha inicia nos anos 1950 com a moto Vespa de Corradino D’Ascanio, desenvolvida pela Piaggio; passa pelos anos 1960 com a pintura pop de nomes como Franco Angeli e Mario Schifano e com o design de Ettore Sottsass e dos grandes grupos de arquitetura radical, como o Memphis Group, que produziam para marcas como Poltronova.

A produção industrial de Casiglioni, Frattini e Gaetano Pesce representa a década de 1970; o nomadismo geográfico das fotos do Viaggio in Italia, de Luigi Ghirri, e as cores e formas do Memphis Group Design dão vida ao que foram os anos 1980. Já as novas propostas adaptadas ao ambiente doméstico ilustram os recentes anos 2000.

Para Carlos Trevi, Coordenador Geral das Unidades Culturais do Santander, “o Santander estimula o setor ao promover, ao lado de parceiros como a Unisinos, a reflexão sobre a arte e o design como fomento à indústria criativa”.

A exposição oferece um calendário com ação educativa, atividades de reflexão e materiais de apoio que reforçam a riqueza da imagem artística do Made in Italy, presente na produção das artes que tanto influenciou o mundo e continua a surpreender. Italian Genius Now teve versões já apresentadas no Japão, Coreia do Sul, Índia, China, Taiwan, Cingapura e Itália.

  “Italian Genius Now”

Curiosidades

Se no mundo ocidental os criadores italianos receberam desde os anos 50 um reconhecimento oficial para o indiscutível ‘gênio italiano’, com colaborações prestigiosas, prêmios e convites em exposições internacionais, o produto italiano intrínseco de beleza, funcionalidade e modernidade, não conhece nenhuma fronteira e torna-se famoso apesar do anonimato do seu criador.

Terminada a Segunda Guerra, a Itália começa a ser reconstruída. Enquanto o cinema e a literatura restituem, a partir do neorrealismo, a imagem de uma nação com vários problemas cotidianos, a arte, a arquitetura, o design, a moda, a criação gráfica editorial, começam a propor um mundo dinâmico, colorido, moderno acessível, que antecipa a liberdade criativa, a qual, nos anos 70, será definida como o milagre italiano e nos anos 80, como Made in Italy.

Naquela época os italianos mais famosos no mundo eram o músico Arturo Toscanini e o arquiteto Gio Ponti. Com esta nova abertura ao fazer criativo que envolve indústrias, obras e ateliers de arte, surgem outros nomes que depois entrarão nos museus, e sobretudo no imaginário das pessoas.

A década que abriu a mostra Italy, the New Domestic Landscape no MoMA de Nova Iorque em 1972, foi marcada pelo movimento radical que reinventou o design. Um dos protagonistas da época, Andrea Branzi, hoje um dos maiores críticos deste assunto, confirma: “Italy, the New Domestic Landscape selou o começo da verdadeira fortuna do design italiano no mercado internacional e colocou em evidência uma ideia diferente de modernidade, mais vivenciável e menos espartana, atenta a qualidade de vida.”

A mesma afirmação pode ser feita em relação à arte. A Arte Povera é um fenômeno afirmado em Roma. Achille Bonito Oliva apresenta, no estacionamento de Villa Borghese, em 1973, a mostra Contemporânea, primeira que derruba as diferenças entre os gêneros e que envolve o presente em um único fluxo de energia criativa.

Embora a história lembre deste período como cinzento e problemático, sobretudo na visão político-social, é na temporalidade entre o final dos anos 60 e o início dos 70 que se renova a cena artística e criativa italiana.

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