Breve explanação sobre a obra

Resumo da Proposta Contos de Luta 

A proposta de exposição Contos de Luta é a convergência das pesquisas  artísticas do Coletivo Mariposa e da pesquisadora e performer Pâmela Fogaça  (PPGAVI/UFPEL). O projeto é resultado de uma colaboração realizada em  fevereiro de 2020, por meio de uma oficina-ação desenvolvida a partir dos  conceitos de performance, objeto-performático, contos infantis e gênero, que  gerou dez obras de arte, que, juntas, montam uma instalação no ambiente. 

Dentre os trabalhos estão: 1) um vídeo de registro da performance  realizada em espaço público; 2) seis fotografias impressas feitas durante a  performance; 3) os objetos-performáticos — cinco capuzes vermelhos, treze  chaves e cinco rosas vermelhas; e 4) uma nova performance, que poderá ser  realizada por Pâmela na abertura da exposição e para interagir com o espaço da  instalação — perfazendo uma 11ª obra, caso seja possível, tendo em vista as  limitações do período da pandemia de COVID-19, deixando rastros no espaço  após a ação. 

Contos de Luta busca trazer as pessoas espectadoras para dentro de um  território político, imagético e experimental, abordando a violência de gênero, as  estruturas sociais opressoras e as manifestações de luta das mulheres e outras  minorias sociais. Além disso, visa conectar a ação do público e das artistas, tanto por meio de sua performance original, que contou com participantes nas ruas, quanto propondo novas interações por parte de futuros visitantes da exposição. 

A relevância da proposta está em abordar temáticas pertinentes a  mulheres e outras minorias sociais, como feminicídio, transfeminicídio e outras  instâncias de violência de gênero, culpabilização de vítimas dessas violências,  assim como a idealização de relacionamentos abusivos. Por fim, dialoga com  questionamentos contemporâneos da arte, tais como a aproximação da arte com  o público, que deixa de ser espectador para se tornar participante ativo, e a  ocupação de espaços urbanos, que ajudam no processo de descentralização de  locais tradicionalmente elitizados da arte.

Currículo

COLETIVO MARIPOSA 

SOBRE 

Mariposa é um coletivo de arte formado pelas artistas gaúchas Anna Rosa, Carol Standt, Diênifer Schmitt e Leila Groth Ibarra que tem como linha de trabalho a busca por articular questões do feminino e dos estereótipos de gênero através de releituras de contos de fada, com linguagens híbridas, produzindo tanto coletivamente quanto individualmente acerca dos temas apresentados.

EXPOSIÇÕES 

2020 – INDIVÍDUOS COLETIVOS – Casa das Artes, Novo Hamburgo. 2019 – ESTIGMA VERMELHO – Casa das Artes, Novo Hamburgo. 

2017 – “RIZOMA – MOSTRA NÔMADA MULTIMÍDIA & INTERNACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA” – Secretaria Municipal de Cultura, Pelotas. 

2015 – “PREMIADOS DO XVII SALÃO DE ARTES VISUAIS” – Universidade Feevale, Novo Hamburgo. 

2014 – “XVII SALÃO DE ARTES VISUAIS” Universidade Feevale, Novo Hamburgo. 

PREMIAÇÕES 

MENÇÃO HONROSA – Bela Entorpecida – XVII SALÃO DE ARTES VISUAIS” – Universidade Feevale, Novo Hamburgo. 2014.

AS ARTISTAS 

Anna Rosa 

E-mail: annarodrigues.rosa@gmail.com 

Anna Rosa é artista visual, ilustradora e designer gráfico. Faz parte do Coletivo Mariposa desde sua criação em 2014, e integrou a pesquisa em ‘Arte e tecnologia, interfaces híbridas da imagem entre mediações e remediações’ da Prof Dra Lurdi Blauth (Universidade Feevale) entre os anos de 2018 e 2019. Em trabalhos plásticos que permeiam diversas linguagens artísticas, discute os estereótipos e conceitos ligados a questões referentes ao feminino, focando principalmente na dualidade antagônica entre o que habitualmente se presume da figura feminina, segundo os padrões estéticos e comportamentais criados pela sociedade ocidental; e o que as mulheres são, de fato, enquanto indivíduos detentores de experiências e vivências únicas. Entre suas participações em exposições de arte destacam-se a Exposição Mulheres de Luta e a Exposição SIM, ambas em Porto Alegre em 2018, a Exposição (Re}costurando o Feminino em 2019 com Leila Groth Ibarra na Fundarte/Montenegro e a Exposição Imaginário Fantástico, ocorrida em Novo Hamburgo em 2020. 

Carol Standt 

E-mail: carol.standt@gmail.com 

Carol Standt é bacharel formada em Artes Visuais e bordadeira. Integrante do Coletivo Mariposa desde sua idealização, em 2014, durante o ensino superior na Universidade Feevale. Trabalha com a ressignificação de contos de fada – principalmente transcritos dos irmãos Grimm – e fazer ligações entre estes e a realidade das mulheres no século XXI através de releituras em foto, vídeo, gravura e outras mídias. 

Participou com o coletivo no XVII Salão de Artes Visuais (2014, com Menção Honrosa), individualmente na exposição Mulheres de Luta (2018, com Criado por Minas), a exposição Imaginário Fantástico, em Novo Hamburgo (2020, com Black Riding Vincent), entre outras.

Diênifer Schmitt 

E-mail: dienschmitt@gmail.com 

Diênifer Schmitt, artista visual e editora de vídeo. Membra do Coletivo Mariposa desde 2014. Integrou a pesquisa em Arte e tecnologia, interfaces híbridas da imagem entre mediações e remediações da Prof Dra Lurdi Blauth (Universidade Feevale) entre os anos de 2017 a 2019. Participou de exposições como XVII Salão de Artes Visuais (2014) com Menção Honrosa e Visor 6 (2017), além da feira gráfica de Porto Alegre/RS Parada Gráfica (2018) com o Projeto Circular Feevale. Membra da equipe de arte nos projetos Pelos Velhos Tempos (2018), Três Corpos, Seis Mortes (2018), Raízes em Útero (2018), ganhador na categoria novas mídias do Prêmio Açorianos de Dança 2018, Fragmentos ao vento (2019) e Essas coisas do Coração (2020). 

Leila Groth Ibarra 

E-mail: leilagibarra@gmail.com 

Leila Groth Ibarra, artista visual e curadora. Bacharela em Artes Visuais pela Universidade Feevale. Sua produção aborda corpo, visceralidade e acúmulo, trabalhando com processos híbridos e o campo expandido da pintura. O foco dos seus trabalhos artísticos está no corpo feminino, incorporando materiais – como o sangue menstrual, fortemente estigmatizado – e atividades tradicionalmente consideradas parte do universo feminino – como bordado e crochê – para ressignificá-los por meio da arte. Busca questionar os padrões impostos às mulheres, principalmente relativos à anatomia feminina, com intuito de naturalizar, desmistificar e desobjetificar eles. Desde 2014 participa do Coletivo Mariposa e participou de 2012 a 2018 do Projeto Circular da Universidade Feevale, com ênfase em serigrafia e mercado de arte. Recentemente participou do 6º Salão 10×10 SESC/Fundarte (2017-2018), da exposição (Re}costurando o Feminino (2019) com Anna Rosa e da exposição individual O Corpo Que Transborda (2019-2020). Foi responsável pela curadoria das exposições Mulheres de Luta (2018) e Afrontosa (2019).

PÂMELA FOGAÇA 

SOBRE 

Pâmela Fogaça Lopes 

E-mail: pamela_fogaca@hotmail.com 

Arte Educadora, Atuadora e Performer. Cursa mestrado em Artes Visuais no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Pelotas (PPGAVI/UFPel), na linha de pesquisa Processos de Criação e Poéticas do Cotidiano. Desenvolvendo a Pesquisa “Poner la Cuerpa – Mulheres e Dissidências Latino Americanas em Atos Performáticos” (Bolsista CAPES/2020), com investigação acerca de atos feministas e artivistas realizados em espaços públicos; e como essas ações estético-políticas podem ser operadas como referências para a criação de performances e oficinas-performance. 

Pâmela também cursou Teatro – licenciatura pela Universidade Estadual do Rio

Grande do Sul (2017). É participante do Grupo de Pesquisa “Caixa de Pandora: estudos em Gênero, Arte e Memória” (UFPel/CNPq), desde 2018. Atua do Grupo “TRETA – Teatro e artes de Intervenção”, desde 2014. 

Recentemente participou da exposição e da II Exposição ENREFAEB SUL: Formação e Ensino das Artes em Tempos de Pandemia (2020); do Festival de Performances Em Rede #GIRAEMCASA, do Grupo Performídia (2020); e foi selecionada para a Ação Curatorial Mulheres no Acervo do MALG (2020). Neste ano, publicou também os artigos “Cuerpas disidentes, fuerte existencia eminente: la expresión artística no normativa en Brasil”, junto de Tais Galindo, na revista peruana Crónicas de la Diversidad, p. 38 – 48, 01 jun. 2021 e o artigo “Práticas da Percepção – Performance e Artivismo em Isolamento Social”, também com Tais Galindo e com Rosângela Fachel de Medeiros, na Revista da Fundarte, v. 44, p. 89-109, 2021.

Ficha técnica

Fotografias

Título: Série Registros de Performance I a VI
Técnica: Fotografia digital impressa
Dimensões: 30cm x 45cm (ou maior)
Ano: 2020
Performance: Coletivo Mariposa (Anna Rosa, Carol Standt, Diênifer Schmitt e Leila Groth Ibarra) e Pâmela Fogaça
Fotografia: Bibiana Lunkes Kranz e Carol Standt

Videoarte

Título: Registros de Performance VII
Técnica: Videoarte
Obra em progresso (somente still de vídeo apresentado no momento) Ano: 2020
Condução de Performance: Coletivo Mariposa (Anna Rosa, Carol Standt, Diênifer Schmitt e Leila Groth Ibarra) e Pâmela Fogaça
Imagens e edição: Diênifer Schmitt
O vídeo é um registro da ação realizada por Pâmela Fogaça, o Coletivo Mariposa, e em parceria com um grupo de artistas e ativistas, que culminou na realização de uma performance no espaço público. A câmera segue o grupo pelas ruas de Novo Hamburgo, enquanto interagem entre si e com os objetos
performáticos — rosas, capuzes e chaves —, durante o deslocamento até um ponto pré-definido, onde a performance termina com todas as pessoas agentes da atuação lado a lado.